E do meu ser
sabes pouco
o suficiente para julgar-me frágil
Sabes que choro
Que fico bravo por pouco
E que perdoo fácil
Pode até saber que me encanto pelas coisas simples
pelo sorriso arrebatador de uma criança
e que amo lavar a alma num banho de chuva
mas, ainda sabes pouco
sou tão intenso
tão complexo
que dificilmente me entenderias se mil anos vivesse ao meu lado
Cada dia sou um
Pois não permito ser o mesmo todos os dias
reinvento-me
entre o côncavo e convexo
ondulado e plano
calmo e arredio
Camuflo a tristeza quando pensas que alegre estou
E quando verdadeiramente ela chega e arrebata repentinamente
Pode ser que ai me conheças
Já que a transparência me condena
Mesmo assim, sabes pouco
E nem mesmo desse pouco sabes tanto
Afinal, de mim nada sabes
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