segunda-feira, 29 de abril de 2013

Não contentes
Saímos rumo ao desconhecido
Na esperança de atingir sonhos
Deixamos para atrás quem amamos
Conhecemos outros, outras
Pessoas que deixam marcas
Conseguimos alguns objetivos
Realizamos sonhos
Muitos dos quais nem desejávamos
E aqueles que motivaram a nossa saída?
Percebemos que se perderam pelo caminho
E os momentos que deixamos de viver ao lado daqueles que mais amamos não volta
No mais, continuamos sonhando em um dia voltar àquele início
Onde tudo parecia ser sonho
Não concretos
Porém, nos sentíamos mais felizes
Embora, bastados de sonhos realizados
Contudo, rodeado de pessoas que amamos.

o avesso
Certo, quando incerto
e incorreto perante a norma
Disso, às vezes, me arrependo
Na verdade quase sempre me arrependo
De palavras, gestos e na maioria de ações
Sou muito intransigente comigo
Com os outros, na maioria das vezes
Guardo rancor por bobagem e isso me doe
Em outros momentos relevo fatos que não deveria
Sinto que nunca consigo cumprir hoje com algo que determinei num dia anterior
Nessas horas percebo a minha fraqueza 
Em alguns momentos decido que vou tentar organizar as minhas ideias
Na tentativa de tornar minhas decisões mais diáfanas
Resolvo que meditação vai ser um bom início
No primeiro minuto percebo que meus pensamentos giram numa velocidade incontroláveis tornando incapaz de guiá-los
Desisto!
Assim, como de várias outras coisas, desisto.
E nessa incoerência vou travando uma guerra antagônica
Entre o que sou e do que ainda não descobri
Sentir-me apavorado podia 
Contudo, não seria normal para quem é do inverso
Há nexo o não sentir
Já que o turbilhão de desencontros
Emaranhado de ideias tornam a dinâmica da vida mais agitada
Excitante!
Transformando de tênue e plano o caminho em convexo, íngreme, porém, simples Dando um toque de êxtase a busca
Se busco, caso não...
Deixo-me acreditar que o adverso me torna mais forte e guerreiro
Assim, caminho na contramão dos que preferem o óbvio, do certo 
Por medo de arriscar no desconhecido