quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sou dos excessos
Oscilo entre o bem e mal
Em segundos
Nado, voo
Corro, paro
Grito e calo
Corto-me e saro
Entre um sorriso e outro
A lágrima cai
Sucumbo no anseio entre o achar e me perder
E quando me acho, vago
Busco e não encontro
E no sumir apareço
Ciente que tudo está resolvido
Engano-me
Eis o começo
Mesmo no fim
Recrio, refaço mesmo no início
Completo o que não falta
Abro mão do que me resta
Apresso-me quando curto é o caminho
E lento quando distante
Quando silêncio, falo
Sem palavras expresso
Sem almejar reflito
Recontro o que não havia perdido
Relembro o que não esqueci
E no meio da ciranda
Percebo que tudo continua aqui
Intacto
Quando outrora imaginava que tudo estava fora do eixo
E assim, vou redescobrindo o que ainda nem sei de mim